sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Maturidade

Leandro participava de um fórum voltado para jogos. Tinha seus dezenove anos, aparentava ser culto e maduro em frente a seus amigos mais novos no fórum. Sempre colocava seus pensamentos de forma que parecesse mais inteligente e superior aos que participavam das discussões.

Um dia, discutia-se a possibilidade da criação de um espaço para discussões de assuntos considerados inaproprioados para menores. Leandro, então, não perdoou ninguém. Declarou que se haviam pessoas ali que não fossem capazes de participar de uma discussão sobre "assuntos adultos", ficariam de fora. Apenas quem tivesse maturidade suficiente para discutir tais assuntos participaria, e Leandro incluia-se nesse segundo grupo. Depois que concluiu sua exposição de pensamentos, levantou-se da cadeira e foi ao banheiro.

- Tsc, bando de crianças. Não veem que com uma mentalidade dessas, nunca vão poder discutir assuntos de adulto? - Pensava consigo.

No dia seguinte, o pai de Leandro faleceu de um ataque cardíaco de manhã. Foi um golpe duro para a família.

- Filho, vamos ter que vender o seu computador. - Disse a mãe.

E assim aconteceu. O rapaz nunca mais acessou o fórum para fingir ser mais superior que os outros. Em pouco tempo, sua mãe teve que pedir ajuda de parentes, e ficou cheia de dívidas. Leandro estava atordoado. Sua suposta maturidade para lidar com "assuntos de adulto" não o ajudou naquela hora. Viu-se pequeno, miserável. A mãe se matava para procurar um meio de alimentar ele e os irmãos, e ele perguntava-se o que fazer. Desejou suicidar-se, mas a morte assustava-lhe. Ficava sentado o dia inteiro, com seu corpo gordo e suado de desespero. Quando tentou trabalhar, falhara, pois não sabia fazer nada.

Seus amigos do fórum não iriam ajudar-lhe. Sem saída, procurou consumir drogas para fugir dos problemas. Em pouco tempo, endividou-se com os principais traficantes da área onde vivia - não vivia mais no bairro de classe média-alta, quando o pai, que sustentava a família, estava vivo. Vivia agora em um bairro pobre - e um dia, enquanto saia da escola, à noite, foi abordado por um grupo de bandidos, que surraram-lhe a gorda carne, que mantia um cérebro mínimo, até suspirar por uma última vez.

E aprendeu de uma vez que sua maturidade não ultrapassava os limites da internet.

sábado, 12 de setembro de 2009

Águas passadas

Cristina tomou um susto ao ver o garçom.

- Jorge?! Você trabalha aqui?!

A mulher não estava assustada à toa. Mesmo após dez anos, lembrou-se do rapaz que ela esnobou e humilhou na frente de vários. Não soube o que dizer. O silêncio tomou conta naquele momento. Até que foi quebrado.

- Não se preocupe, Cristina. Aquilo que você me fez foi difícil superar, mas são águas passadas. Você sempre foi uma mulher muito bonita, e a empolgação da juventude deve tê-la feito menosprezar um sujeito simples como eu. Não sou o único aconteceu muitas vezes, coisas de gente jovem... Não é? Hahahaha!

Aliviada, mas surpresa, por Jorge ter perdoado aquilo, a mulher se recompõe emocionalmente.

- Bom... Me desculpe, mesmo, Jorge. Aquilo foi... besteira de uma jovem.
- Sei, sei... Apesar de ter me afetado por um bom tempo, fiquei depressivo, trancado no quarto, chorando... Tô voltando agora... Pro mundo... Não sei se tô preparado, sabe? Peguei esse emprego de garçom, é difícil quererem empregar alguém com problemas psicológicos.

Cristina tornou a ficar desconfortável. Teria Jorge realmente esquecido aquilo?

- Mas não se preocupa, olha. Tô superando tudo muito bem, aprendi a ser feliz mesmo estando em situação ruim, com fé eu chego lá. E você? Soube que você casou com um empresário rico, está bem de vida, né?
- S-sim... Como você sabe?
- Me contaram.
- Quem?
- Amigos...
- ...
- ... em comum.
- Ah.
- Mas, sim, em que posso ser útil? Gostaria de anotar o seu pedido, afinal, estou aqui a trabalho. Hahaha!
- Bem... Eu... Vou querer o prato do dia... e me traga um refresco de goiaba, por favor.
- Sim, senhora. Já está saindo.

Enquanto Jorge transmitia o pedido ao chef de cozinha, Cristina lembrava daquele momento.

- Cristina, você leu a carta que te mandei?
- Tá falando... "daquilo"?
- Sim, sim. O que você acha?
- Jorge, te enxerga! Você é um maltrapilho, moleque que não sai pra balada, pra curtição... quer o que comigo, hein? Eu não fui feita pra ti, moleque!
- Mas... deixa só eu te explicar, por favor!
- Jorge, cai fora, tá! Tem um monte de gente querendo ficar comigo, e vou escolher logo você? Te enxerga, garoto!

Ela se afastava, enquanto Jorge afundava em lágrimas, aos risos de vários colegas que assistiram a cena. Cristina acorda do seu devaneio por um chamado.

- Cristina, Cristina! Está me ouvindo? Trouxe seu prato!
- Ah, sim... Obrigado... Jorge.
- De nada, espero que você aprecie nossa comida. Uma das melhores desta cidade.

Cristina come pouco à vontade, quando Jorge aparece com a conta.

- Eu gostaria que você assinasse aqui, por favor.
- Assinatura? Não me lembro de precisar disto.
- Calma! Não é nada demais! Veja... é só a conta. Basta assinar, como uma espécie de recibo, uma forma de garantirmos que você pagou. Novas normas do restaurante.
- Ah... Sei... Aqui está, Jorge. Até uma próxima vez. Tenho que voltar ao trabalho.
- Até a próxima, Cristina. Terei prazer em serví-la novamente. - despede-se com um sorriso amistoso e animado.

O tempo passa, e o hábito se perpetua. Cristina ia ao restaurante, pedia o prato do dia, o suco de goiaba. Depois, Jorge trazia a conta para ela assinar. A relação dos dois estava, enfim, amistosa.

Certo dia, na hora do almoço, Cristina pede uma caneta para a amiga.

- É que esqueci a minha em casa, e preciso dela no restaurante. Pra assinar a conta.
- Assinar a conta? Que restaurante é essa, Cristina?
- Ué, o Pierre's, onde sempre como.
- Ah, mas eu como lá e ninguém me pede pra assinar nada.
- Nunca?
- Não, e olha que fui lá ontem, mesmo!

Cristina fica confusa. No restaurante, faz o pedido. Enquanto comia, a mulher pergunta.

- Jorge, você pede para eu assinar a conta... Ouvi dizer que este restaurante não faz isto com nenhum outro cliente.
- Não se preocupe, Cristina. Não é algo que eu vá mais pedir a você.
- Como assim? - estranha a mulher.

Jorge abre a bolsa dela e deposita algumas coisas.

- O que você pôs na minha bolsa?
- Olhe você mesma.

Cristina abre sua bolsa e encontra um papel que lembra muito uma carta. Ali, estava anexada fotos de seu marido a traindo com outra mulher.

- Não se preocupe, Cristina. São falsas. Eu mesmo as fiz. Lembra quando você me humilhou dizendo que eu vivia enjaulado em casa? Pois é, aprendi nesse tempo, a modificar fotos.
- Jorge, como ousa? Eu vou me retirar!
- Por favor, já que você não ligou para a primeira carta que te fiz, leia pelo menos esta segunda.

Meio contrariada, Cristina lê a carta. Com letras tremidas, como que escrita por alguém à beira de um ataque de nervos, ali dizia:

"Eu não aguento!! Não aguento perder a vida de riquezas que conquistei casando com meu marido!! Se ele quer me trair com outra, eu vou sair por cima!! Todas as pessoas sabem que não nunca saio por baixo, este é meu estilo!! Espero que você esteja feliz, cafajeste, pois estarei te esperando no inferno!! Assinado: Cristina Montberg".

- Mas que carta é essa?! E como esta assinatura é idêntica à minha?
- Bem-vinda à justiça, Cristina. A vida esta lhe pagando o que você me fez.

Cristina queria gritar, mas não encontrava forças. Sentia-se fraca, sonolenta. Com esforço, sussurra.

- S-seu louco...
- Calma, você é apenas uma louca suicida, que, com medo de perder a fortuna do marido para a amante, despejou uma dose de letal de arsênico no próprio suco de goiaba, a fim de sair de cena causando impacto, como todos sabem que você adora fazer. É... Vai ser uma bela conclusão do laudo policial.
- Por... que... Jorge? Por quê?
- Shhhh... Calma, minha bela Cristina, não ocupe sua cabecinha com esses pensamentos complexos. Tenha uma morte calma e suave. Shhh... É hora de dormir, minha princesa.

Jorge a beija levemente nos lábios, enquanto vira-se e grita:

- SOCORRO! TEM UMA CLIENTE PASSANDO MAL! CHAMEM A AMBULÂNCIA!!! RÁPIDO!!!

Cristina chegou morta ao hospital. Jorge estava tremendo, disse à polícia que trouxera a conta e a mulher desmaiou em sua frente. Revelou-lhes ser uma amiga de muito tempo atrás, e chorava copiosamente, dizendo não entender como aquilo aconteceu. A polícia confortava-lhe, com a carta em mãos, dizia que Cristina era uma pessoa problemática, egocêntrica, e que deveria ter procurado ajuda enquanto era tempo.

O gerente do restaurante resolveu dar uma semana de folga à Jorge, para que o rapaz pudesse se recompor. Foi ao velório e funeral de Cristina. Chorou em ambos. À noite, ao chegar em casa, Jorge tirou a camisa, deitou-se na cama, e riu, como há anos não havia rido.

- Como existe gente louca neste mundo! Hahahahahaha!!!

E as risadas de Jorge ecoaram pela calmaria da noite, substituindo aquele antigo eco das risadas de chacota que sofrera muito tempo atrás. Mas, aquilo... eram águas passadas.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Além da mente

- Oi, eu sou a Ciência. Sou uma criança muito curiosa. E você?
- Eu sou... a... Religião. Sou bem-vivida, vi muitas coisas... estranhas por aqui.
- Você está trêmula.
- VOCÊ TAMBÉM ESTARIA SE VISSE O QUE EU VI, FILHA DA PUTA! VOCÊ ESTARIA!

A Religião finca seus dedos na garganta da Ciência, estrangulando-a com força. Pouco a pouco, a criança vai cerrando os olhos, e a Religião nota o que está fazendo, libertando-a.

- Desculpe, estou um pouco tensa. Há... coisas aqui... não consigo explicar.
- Que coisas?
- SEI LÁ, PORRA! NÃO DISSE QUE NÃO CONSIGO EXPLICAR?
- Mas, mas... É necessário uma explicação pra tudo e...
- Explicação? EXPLICAÇÃO? CARALHO, TER FÉ NO QUE DIGO NÃO BASTA? TU É BEM PICUDINHA, CRIANÇA! QUER TIRAR MINHA AUTORIDADE? QUER?

Já sabida do perigo, a Ciência se esquiva.

- N-não... Que isso... Se for assim, eu acredito.
- É... Acho bom. Sabe, desculpe esse nervosismo, é que todo esse tempo sozinha aqui, né... Sabe como são as coisas.
- Só existe você e eu aqui?
- Eu, você e... eles.
- Eles?
- Sim, é o que tô falando.
- Tem certeza que não é sua imaginação? Porque você parece tão...
- ... pareço o quê? - diz alterando um pouco o tom de voz.
- ... nada.
- Seguinte, atrás dessa porta... Ele está lá.
- Quem?
- O Bafomé!
- Isto não existe, é uma espécie híbrida que seria impossível de sobreviver, dadas as combinações genéticas e... errr... mas não se altere! Estou falando isso para o seu bem, já que você está tão nervosa.
- Então... Eu posso passar pela... porta?
- Pode, sim.

Ciência e Religão, juntas, abrem a porta. O local escuro e lúgubre fica para trás conforme ambas avançam pela luz do ambiente externo. Um campo pantanoso, mas bonito, calmo, repleto do coachar dos sapos e as luzes tênues de alguns vagalumes que vagavam por ali.

- Está vendo? Não disse que não tinha nada aqui?
- É... É verdade. Talvez... você saiba das coisas.
- Sabe, eu posso ser seu guia neste lugar, você está vendo muitas coisas, precisa de alguém que lhe diga o que é verdade ou não.
- Sim, sim... Talvez.
- Então, vamos?
- Claro, vou só pegar minhas coisas e... CADÊ MINHAS COISAS, PORRA??? ONDE DEIXEI?
- Ai... Não ficaram lá dentro?
- É... Talvez... Vou procurar.

A Religião volta para o recinto escuro, deixando a Ciência em um momento de paz. A criança observava os campos onde estava, e focou-se com persistência nos vagalumes.

- Estas luzinhas... Como será que elas AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!

Dor, apenas dor. Uma dor seca, como se um pedrugulho lhe fosse atirado às costas, em alta velocidade. De bruços no chão, sente o ardor do líquido que escorre por suas costas, vertendo de dois imensos talhos que lhe fustigam a pele. Pela sua visão turva, graças ao baque e às suas madeixas claras que atravassam seus olhos, observa a figura dantesca que urra um rugido infernal, estridente, em direção ao centro da terra, como se convocasse os vermes do solo para assistir o sacrifício que ali se faria. O animal, se é que assim poderia ser chamado, um misto de homem e bode, com força sobrehumana e ódio sem igual, dança em cima da criança, esmagando ossos com as fortes passadas de seus duros cascos. A Ciência vomita jorros de sangue pela boca, e de água pelos olhos, amedrontada pelos urros guturais aos seus ouvidos, mesclados à canção fúnebre entoada pelos vermes da terra: "Durma, criança, extingua sua fé, deixando o seu corpo à mercê do Bafomé".

Um pressentimento fez com que a Religião se fechasse novamente no local, temendo algo que não sabia explicar, mas não havia necessidade de explicação diante da magnitude de certos poderes. A Religião procuraria outro dia para sair, um dia em que não desafiasse com prepotência aqueles que estão aquém da simplícia lógica humana. Um dia para buscar melhores tempos.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Histórias sobre música

Quando eu era criança e adolescente, me deparei com vários tipos de sujeito. Talvez eu lembre com detalhes de algumas histórias e passe a contar aqui no blog, mas, por enquanto, tenho só duas, relacionadas à música.

Deus deu o rock'n roll para Belém

Quando eu era criança, um vizinho, já adolescente, tinha acabado de comprar um cd usado do Kiss. Tratava-se do álbum Revenge, mas, na época, eu nem sabia. Como o pessoal não frescava na rua, ele colocou o som alto, na porta da casa dele. Alguns amigos foram se reunindo e apareceu um coroa bêbado, com aparência de cantor de brega, mas conhecido por curtir rock. O problema é que o sujeito acreditava saber inglês, e quando bêbado, era pior ainda. Vou chamar ele de Augusto, um nome fictício.

No final de "God Gave Rock'n Roll To You", a canção principal fica em segundo plano e o vocalista começa a falar umas coisas pros ouvintes, sobre o rock'n roll e tal. Quando tocou essa música, e chegou nessa parte, o bêbado começou a "traduzir" as palavras do vocalista, que, não me lembro muito bem, ficaram como:

"Você pode achar que Belém é uma cidade qualquer,
mas ali vivem os maiores fãs de rock da humanidade,
E principalmente meu grande amigo Augusto,
um exemplo para todos nós,
e mando um abraço pra cidade de Belém,
a cidade do rock'n roll"

Todo mundo riu. Belém como cidade do rock'n roll? O Augusto amigo do vocalista do Kiss? Parecia brincadeira, mas o bêbado tava falando sério, e ainda ficou muito puto quando riram dele. Disse que traduziu certo e tava pra armar a maior confusão, queria quebrar garrafa e matar todo mundo ali. Acabaram acalmando o sujeito.

Quando ele ficou sóbrio, não lembrava o ocorrido, e ria do que disseram que ele fez. Acontece que, em todo porre seguinte, ele parecia relembrar a história, e guardava ódio mortal dos que riram dele. Minha largura é que eu tava meio distante e nem ri, mas volta e meia ele passava doidão pela rua, dizendo que ia "matar todos esses moleques, junto com meu amigo do Kiss". Depois, dava umas risadas meio satânicas, meio engasgadas. Algo bem doente. Esse sujeito, sóbrio, era gente fina, mas porre era um psicótico, bem nóiado.

O exorcismo do Led Zeppelin

No início da adolescência, conheci um sujeito um pouco mais velho que eu. O cara era meio evangélico, não fanático, mas acreditava na sua religião e gostava de seguir as normas dela. Ele gostava muito de música, daquelas gospel, mas também gostava muito de rock. Sempre me contava que ficava cabreiro porque ele não deveria gostar dessas coisas, mas gostava mesmo assim. Um dia, despretenciosamente, mencionei que a música "Stairway to Heaven" do Led Zeppelin continha umas e outras mensagens subliminares, falando bem de Satanás e tal. O cara ficou desesperado, disse que era uma das músicas favoritas dele, que não podia acreditar que foi enganado esse tempo todo, que nunca mais iria ouvir aquilo.

No dia seguinte, ele me vara com um cd pirata, que continha a tal música. Disse que ouviu uma última vez ontem, como despedida, mas decidiu que não queria deixar de ouvir a música (será que Satanás já tinha enfeitiçado ele?). Ele me pediu pra mostrar a mensagem subliminar, pois iria exorcizar ela (!!!). Eu disse que não tinha como eu girar o cd ao contrário, mas podia passar pra ele um site que dava pra ouvir a mensagem. Passei o site e ele disse que ouviu, falou que começou a chorar, mas decidiu que tinha de ser forte. Ele falou que tacava água benta no disco, fazia oração e se benzia cada vez que a música tocava. Porra, ele fez tanta "benzeira" no disco, que se invertesse à música virava um sermão do Edir Macedo e ainda cobrava 10% de dízimo. O final foi feliz, ele achou a paz de espírito enquanto ouvia sua música.

Achei essa história bem estranha, o rapaz ficou agoniado com uma coisa dessas, com medo do diabo pegar ele, eu acho. Fico imaginando o tinhoso pulando da caixa de som e dizendo: "Hahaha! Peguei você, cordeirinho de Deus! Agora, vou te espetar eternamente, ao som de 'Stairway to Heaven'". Talvez o rapaz tivesse essas nóias, mesmo. Talvez o Led Zeppelin seja do capeta, também. Talvez devessemos levar todos os nossos bens materiais para benzer, pra que o capeta não tome forma neles.

sábado, 25 de julho de 2009

Chainsaw the Children

Este é um joguinho onde você acaba com pivetes que andam vandalizando a praia com seu nudismo, a moto-serra vai ajudar a pôr um pouco de disciplina na juventude transviada. É fundamental que você compare seus resultados com os de amigos, além de discutir formas de conter essas pragas sociais.

http://www.andkon.com/arcade/adventureaction/chainsawthechildren/

Utilize as setas do teclado para mover seu boneco, shift para correr e A para usar a moto-serra. O jogo conta placar pelo número de presuntos e quantas vezes você atacou o infeliz no ar sem deixar ele cair. Se o pivete subir na árvore, bote ela no chão. Deveria aparecer uns agentes do Greenpeace, que seriam tipo a polícia desse jogo, quando você cortasse árvores, então você esquartejava os desgraçados e usava o sangue deles como nutriente para florestas desvastadas. Esse pessoal tem que aprender a morrer pela causa.